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Há fronteiras para a dança?

Estávamos pensando qual seria o nosso primeiro tema a ser abordado aqui.Tanta coisa para se falar. E por que não começar a falar do principal motivo que nos fez criar o blog? Por que não falar da DANÇA? Por que não falar de como começamos na DANÇA e como permanecemos nela?

Entããããão, depois de pensar, pensar, pensar…resolvemos falar das fronteiras para a dança.

Quantas vezes já vimos pessoas com necessidades especiais dançando? E gordos, cadeirantes? Várias vezes não é?! E qual foi sua reação? Ficou abismado? Ficou surpreso?

Muitos ficam impressionados diante do que seus olhos estão vendo. Maaaaaaas, porque essa tamanha surpresa? Estão fazendo aquilo que todos fazem, dançando. As pessoas se impressionam pelos simples fato de ser “diferente” ver aquela cena. Pelo simples fato da cena ser “diferente” ou de alguém “diferente” do padrão estar dançando?

Nesse post vamos falar em especial de bailarinos gordos (até porque uma de nós, fundadoras do blog, é gorda e dança há mais de 12 anos. Ou seja, tem bastante experiência nesse assunto. rsrs).

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Vivemos a todo momento se adequando a padrões. E não precisamos nem exemplificá-los aqui. Eles estão por todos os lados. E na dança não é diferente. Alguns padrões na dança são sim muito importantes, como todas os bailarinos clássicos dançarem com postura, as bailarinas usarem coque bem feito, os bailarinos de sapateado terem que usar o sapato adequado para dançar, fazer uma maquiagem adequada para a dança que irá ser apresentada e por ai vai. Porém, muitos outros são um tanto quanto “exagerados”. Um deles é o padrão estético.

Esse tabu de que gordos, gordinhos, obesos, fofinhos e todos os outros adjetivos que as pessoas criam, não dançam ou não conseguem dançar não tem porque existir. E os gordos quando dançam mostram isso muito bem. Quantas e quantas vezes já ouvimos comentários maldosos sobre isso. Quantas e quantas vezes vemos pessoas abismadas de verem gordos dançando. Poxa, gordos se movem e tem habilidades como qualquer um. Não tem porque se espantar. Tem que se apreciar e quando achar necessário elogiar.

Já dizia o dicionário “Dança: a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de música.”.

Em nenhum momento é falado de algum esteriótipo padrão para se praticar a dança. É preciso mudar a forma como a sociedade julga os gordos dançando, é preciso que todos se libertem de preconceitos e se deixem levar pela expressão dos corpos e pela beleza que isso produz.

Dança não é peso, raça, sexo, classe social, etc. Dança é paixão, é alma, dedicação, amor…é talento. Assim como tudo nessa vida que você queira fazer. Se você tem talento para a coisa, não tem obstáculo que te impeça de DANÇAR!

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2 comentários em “Há fronteiras para a dança?

  1. era isso que eu estava procurando ❤
    minha maior tristeza sobre o assunto é saber que nunca vou pegar uma personagem princesinha por exemplo pq "nao combina", pq eu nao tenho o "corpo ideal" e as pessoas ridicularizam :/
    mas me contentarei com as vilãs hahaha
    adorei o post

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    1. É um assunto bem complicado não é mesmo? Acho bem preconceituoso a falta do corpo perfeito eliminar o talento que cada pessoa tem. Se contente com o que te faz feliz, e busque ser a princesinha pelo seu talento que tenho certeza que é imenso. Beijos e volte sempre ❤

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